Hofstetter – Série Nacionais: os carros esportivos brasileiros

28 de agosto de 2017
Leandro

Olá, antigomobilistas!

Hoje chega ao fim a série de carros esportivos brasileiros. Muitas pessoas gostaram até aqui, e acredito que mostramos muita coisa boa que marcou as gerações passadas.

Mostra que não temos nada a dever quando falamos de produção de esportivos; seja em design, potência ou inovação. Esperamos que tenham gostado dos carros apresentados!

Para finalizar, hoje decidimos falar sobre um carro que marcou a infância dos anos de 1980: o Hofstetter!

O esportivo foi apresentado no Salão do Automóvel de 1984, e logo influenciou as crianças na mesma década. O carro transformou-se em brinquedo, do qual muitas crianças queriam.

O veículo foi projetado por Mario Richard Hofstetter, um brasileiro filho de um suíço. Seu pai era especialista em mecânica de precisão, o que contribuiu muito para Mario dedicar-se aos carros.

Tinha apenas 27 anos quando projetou o Hofstetter, que tinha um chassi tubular, projetado especialmente para ele.

Seu motor era o mesmo usado no esportivo Gol GT, de 1.8, equipado com turbo Garrett, e que o deixava com uma potência de 157 cavalos.

Posteriormente, o Hofstetter recebeu o motor do Santana de 2.0, com uma potência de 175 cavalos. Uma terceira modificação ainda fez do esportivo mais potente, sendo equipado com intercooler, chegando a 237 Km/h.

O design do Hofstetter era algo rústico, no sentido de transferir a simplicidade visual ao consumidor. Suas peças eram um apanhado dos carros mais comuns da época, como a suspensão dianteira e o sistema de direção do Chevette. Todo o setor traseiro era a dianteira do Passat, e várias outras peças que tinham sua origem no Fiat 147, Opala, Corcel, Monza, Brasília, Gol e o Ford F-4000.

Era um carro que remetia muito à modernidade, e seu volante pequeno aludia a um kart.

Como o Hofstetter é um carro potente, o autor do projeto era o de garantir a segurança do condutor, com um cockpit melhor elaborado. A estrutura era desenvolvida por sistema de gaiola, assim como as utilizadas em carros de competição.

Os pneus eram dos carros da Stock Car, nos Opalas de corrida, da época. Chegou a 200 km/h no teste da revista Quatro Rodas, em setembro de 1986, levando apenas 9 segundos para alcançar os 100 km/h.

Por ser um carro de produção artesanal, era muito caro e, em 1991 deixou de ser fabricado.

 

 

 

Deixe um comentário abaixo e compartilhe este texto em suas redes sociais.